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shows
a gente foi e conta tudo pra você. |
Interior também é Roquenrou!!!
| quem? |
Festival João Rock
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| onde? |
Ribeirão Preto
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| quando
foi? |
16*6*2007
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Conhecido pelos rodeios realizados durante o inverno paulista, o interior de São Paulo, que nunca teve uma cena roqueira forte, começa a ganhar novos horizontes. Em sua sexta edição o festival João Rock se transforma em um grande complexo cultural. Além dos shows de bandas já consagradas como Charlie Brown Jr., Pitty, Skank e até Mutantes, o festival traz pinturas em grafites, artes circenses e ainda conta com projetos sociais como a campanha da ONU, iniciada em 2006 pelo próprio evento, “8 jeitos de mudar o mundo”. Por isso, até a poluição causada pelo evento será equilibrada com o plantio de árvores, coordenado pela ONG SOS Mata Atlântica. Ainda pouco divulgado em outros estados e até mesmo na capital, o João Rock tem tudo para crescer nos próximos anos. Realizado no estádio do Comercial, equipe de futebol da cidade, o evento pode pensar em arrumar um local maior ou até mesmo programar shows para mais de um dia, como é atualmente. O festival João Rock já é uma realidade no cenário nacional. E acredito não ser loucura se os organizadores trouxerem bandas internacionais no ano que vem. Agora vamos aos shows desta edição: NX Zero – Abriram a noite, ou melhor, a tarde. Ainda eram 4h quando a banda já estava no palco. Como cheguei atrasado e não fazia questão de acompanhá-los nem me dei conta de que estavam no palco. Fecharam a apresentação com a radiofônica “Além de Mim”, que levou o público adolescente a loucura. Cidade Negra – Como o próprio vocalista, Tony Garrido, disse: “Antes éramos a banda principal e fechávamos os shows. Agora depois de anos de carreira estamos abrindo pra grandes bandas como os Mutantes”. Aliás, os Mutantes foram citados em praticamente todos os shows. Voltando ao Cidade Negra... Foi um show seguro, grandes sucessos, bons músicos, etc. Fizeram uma apresentação bem reggeira, começaram até com um Dub. Talvez se fossem menos arrogantes teria sido melhor. Skank – Uma banda carismática que sabe se portar no palco. Só pode resultar em uma grande noite. Como sempre o Skank realmente deu “show”. Já estava escurecendo e a iluminação também contribuiu para esquentar os ânimos das pessoas e conseqüentemente agitar o gramado e (vai vendo) até o camarote! Era fácil ver pessoas dançando ao som de clássicos como “Jackie Tequila” e “Garota Nacional”. Pitty – Com 95% de público adolescente no festival, nada tinha como dar errado para a cantora. E realmente não deu. Pitty, que se prepara para gravar o seu primeiro disco ao vivo, fez um show bem agitado. O interessante é como ela fica bem mais roquenrou no palco do que no CD. Será que são os produtores que tiram o peso das guitarras? Marcelo D2 – Eu sei que muitos vão achar que estou exagerando... mas esse foi o melhor da noite. É claro que tinha Mutantes, que para mim vê-los ao vivo, uma coisa ainda inédita, seria muito mais interessante. Mas para os adolescentes de plantão não adiantou. Marcelo D2 dominou o festival. Fez todos cantarem juntos, fez todos admirarem os bet Box de Fernandinho, fez Rafaela subir no palco e cantar “Loadeando” junto com ele. Foi sim uma grande noite para o cantor. Aliás... o Fernandinho é um show a parte. O cara ficou uns 15 minutos agitando a galera somente com as notas de sua boca. Foi do rock ao eletrônico, passando ainda por pagode e tudo mais. O cara é fera! Charlie Brown Jr. – Também nada de novo... a não ser o Marcelo D2 cantando com o Chorão. Ficou a impressão que foi ajudar o amigo. Uns 20 kilos acima do peso parecem afetar o vocalista da banda. Chorão, que não se movimenta mais no palco, deixava apenas a galera fazer o seu trabalho e praticamente apenas o público cantava. Infelizmente ele, que teve seu ápice no fim da década de 90, quando a banda ainda tinha outra formação, parece estar em fim de carreira. Ou ele dá um jeito nisso ou perderemos mais um dos ícones do rock nacional. Mutantes – Para mim o mais esperado do festival. Aposto que Ribeirão Preto e o João Rock nunca mais serão os mesmos depois desta noite. Zélia Duncan assumiu bem os vocais. Ela não quer ser a Rita Lee (o que seria comum qualquer cantora fazer), ela tem uma identidade própria. Sérgio Dias continua um dos melhores guitarristas do país e um dos mais malas também. Arnaldo Baptista delira no palco e garante o show com suas loucuras. Psicodelia tropical (eu vejo assim), mas não é possível definir o show dos Mutantes, que ainda contou com uma participação do Caetano Veloso na música “Baby”. E mais, Chorão, que já havia citado a banda inúmeras vezes durante sua apresentação, ficou na platéia assistindo o grande show. Sem contar a frase clássica do Arnaldo durante a coletiva de imprensa quando viu um balão dos patrocinadores... “Olha o Led Zeppelin”. Pra roqueiro nenhum botar defeito. Luxúria – Se muitos pensavam que os Mutantes iriam fechar o festival se enganaram. A missão ficou para a banda paulista, ainda em ascensão, Luxúria. O legal é que o público ainda era grande e muitos puderam ver uma apresentação fervorosa da vocalista Meg. Foi a primeira vez que vi Luxúria ao vivo, mas pelo pique acredito que todos os shows são cheios de energia. Uma banda nova que ainda pode fazer história. Os roqueiros agradecem. 22*6*2007 Fagner Branco Fagner é um revolucionário anarquista
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