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shows
a gente foi e conta tudo pra você. |
De volta pra casa
| quem? |
Los Hermanos
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| onde? |
Canecão - Rio de Janeiro
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| quando
foi? |
8*1*2003
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Fidelidade. Essa foi a palavra que me veio a cabeça assim que eu botei os pés fora do Canecão após assistir a um dos melhores e mais emocionantes shows que eu já vi. O Los Hermanos acabara de sair do palco finalizando uma apresentação impecável e era impossível esconder uma sensação de admiração que eu já tinha e que só aumentou após o show. Cheguei no Canecão perto de começar e de fora já era possível prever casa cheia para aquela noite. Pouco depois, a banda entrou em cena com “O vencedor”, candidata a próxima música de trabalho do seu terceiro disco. Foi a primeira vez que aquela palavra no início desse texto me veio a cabeça. O público simplesmente cantou toda a parte A da música deixando Marcelo Camelo começar apenas a segunda parte. E enquanto o show seguia, mais e mais o público cantava todas as músicas do CD novo, um feito difícil de ser igualado por qualquer banda do país. Dentro do palco, a segurança de cada membro cresceu consideravelmente e os erros quase não existiram. Esteticamente, eles melhoraram também, não estão mais tão largados e um fato curioso foi ver o tecladista Bruno Medina sem barba e o batera Rodrigo Barba apenas de bigode. O cenário, com a imagem do mar com os morros no fundo, estava simples e belo. A cada música mais calma, algumas luzes no fundo se acendiam imitando o brilho de casas de noite. No repertório, os Hermanos trouxeram todas as músicas do disco novo, algumas do bloco e três do primeiro. O produtor de “Ventura”, Kassin, entrou para tocar baixo em duas músicas arrancando aplausos e elogios da banda. A cada intervalo, um coro com “Pierrot” era cantado cada vez mais forte pela platéia que não foi atendido no “tempo regulamentar”. O show fechou com “De onde vem a calma”, bela música mas que era certamente previsível que não seria a última da noite. Para evitar tumulto, saí de perto do palco onde estava e fui pra perto da saída onde fiquei com uma vista privilegiada de todo o cenário. A primeira do bis, atendendo aos insistentes pedidos foi “Pierrot”. O Canecão veio abaixo. Fiquei arrepiado ao ver do alto aquela massa pulando e cantando a música do início ao fim. O show acabou pra valer com “A flor”, a música que costumava abrir os shows dessa vez fez o papel inverso. O começo foi tão empolgante que Marcelo Camelo quase deu um daqueles seus pulos característicos do início de carreira. Foi a primeira vez que eu vi o cara tão empolgado daquela maneira, chamando o público com as mãos e chegando muito perto da platéia. Fim de show, fidelidade garantida, três mil pessoas felizes e com toda certeza, mais fãs do que nunca. A banda Los Hermanos não toca muito em rádio, não faz programa que usa playback, não costuma freqüentar revistas de fofoca e não participa de pegadinhas. E cada vez mais o público que os admira cresce e passa a informação sobre a banda para mais e mais pessoas. Não tenho dúvidas em afirmar que é a melhor banda do Brasil na atualidade.6*8*2003 Pedro Schneider Pedro é baixista da banda Clarim Diário e faz um bico na Loja do Subsolo
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