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Sei lá, entende? Luis Mello
Uma bela noite para se sentar, refletir, lógo após uma jornada sofrida e árdua de trabalho rotineiro. Mas é depois de ver/ler/ouvir noticiários, jornais, fococas e blá blá, é que nos damos conta de um apanhado de entulhos que (as vezes) guardamos em nossas mentes. Mas vim aqui para compartilhar uma coisa que nunca vai morrer: o Roque En Row!!! O roque que move tantos corações e mentes suicídas, enfim, nos dá uma das razões de viver uma trilha para nossos dias, noites e madrugadas dolorosas de uma vida que se conta no relógio.Como já dizia a frase: "Não há festa sem música..." Eu cito aqui alguns disco/artistas/não-artistas importantes para todo esse teatro contracenado entre guitarras/violões/alaúdes/baterias/contrabaixo/ e tal tal tal... Começo por aqueles que não tem o seu direito reconhecido. Nos tempos mais primórdios existiam negros no Brocklin que cantavam: "Oh God, save me..." em igrejas de comunidades negras, afastadas pelo percauso do "apartheid" que humilha nossa existência. Mas eles foram fortes, pariram o cara que é o mestre de um dos riffs mais famosos da face terrestre, Chuck Berry! "Go Johnny Be Goode..." É, ele com certeza é o cara! Estourou em 1955, ano em que o rock começou se considerarmos acronologia preconceituosa dos humanos irracionais, em que ele, o americano que se fosse presidente estaria vivo até hoje, Elvis Presley, que com grandes hits como "Love Me Tender", encantava garotinhas apaixonadas e mães casadas com rancheiros do Texas. Mas foi em 1963, quando uns garotos, lindos, resolveram fazer um som e infestar Liverpool com uns insetos chamados The Beatles, lançando o álbum Please, Please Me, com clássicos como "Love Me Do" e "I Saw Her Standing There" os caras virariam os reis do ieieie! Sim, Lennon, McCartney, Harrison e Star, subiram no topo, por que na verdade nem mesmo colunistas de verdade se atrevem a escrever detalhes sobre eles, são únicos (assim como toda e qualquer pessoa que possue uma banda nesse globo). Cara, vou pular para uma,digamos, "prole" dos Beatles e de toda essa geração dos 50,60 (incluindo alguns que não citei como The Who, The Rolling Stones, e tantas outras bandas. Cara o rock é uma árvore sem fim. Os Ramones são os caras mais chatos e incompreendidos do mundo, tanto que hoje em dia qualquer um conhece e escuta eles com total facilidade. Na verdade eles proporcionam a você não só uma reflexão nas canções, como uma busca "arqueológica" no rock. Sim, neles estão todos aqueles trens do rock, contidos neles. A excência toda está nos anos 70 (cena Punk 70’s) que move toda a raíz até hoje.Não vou citar disco, nem canções, pois meus comentários fugiram e se fosse escrever sobre o "roque en row" eu teria que escrever um livro.Mas a essência do rock vai além de uma moda (estética) sem fins e que muitas vezes desmoraliZa o mesmo, deixando que a cultura vire uma forma de "vender idéias". O que seria uma terapia, para muitos é uma forma de jogatina onde muitos, deixam de lado as histórias e os princípios. Bom, acabei protestando, mas não era essa minha intenção. Querem rock? Uma vez um vendedor de disco de uma lója muito famosa, aqui em Poa, me disse: "Aqui (Brasil) não existe rock". E eu pensei: "Nossa, o niilismo-cego tomou conta das pessoas, não se ouve música com coração e sim na forma de competição". Bom, nem continuei a conversa pois, sabe né, opinião é opinião, não se discute muito. Brasil: O que temos aqui, uma cena pós-indígena que tem influências de fora, claro não foi aqui que os negros do Queens, Brocklyn ou New Orleans se juntaram. A evolução, o roque, é de todos e veio pra todos assim como o globo está pra todos (porra protestei de novo). Chega, já escrevi demais, mas além quem sabe eu consiga transmitir minha mensagem. 9*8*2009 Luis Mello Viamão - RS
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