|
|
|
 |
coluna do
leitor
este
espaço é seu! faça sua própria coluna,
falando tudo o que você pensa sobre música |
Contraband André Batista
Falar de Velvet Revolver é falar de vários sentimentos misturados, é falar dos clássicos Guns And Roses e Stone Temple Pilots, mas também é falar de Slash X Axl, do subestimado Snakepit e do mal resolvido novo Guns.A primeira coisa que combinei comigo mesmo, logo na primeira audição da bolacha, é que ia esquecer que sou fã do Guns, que nunca achei STP lá essas coisas, e, que o Snakepit morreu de vez. Também não queria alimentar o mito de “super grupo”, porque a história provou que super bandas “armadas” com remanescentes de outras bandas tem vida curta, vide The Firm, Doors sem o Morrison, Coverdale/Page e por ai vai. O disco começa muito bem obrigado, com um bom molho de dedilhado e baixo fazendo um clima inicial até a entrada matadora do riff “Classic Slash” de “Sucker Train Blues”. Que eu me lembre é o primeiro solo em que Slash usa bastante alavanca o que pra mim foi uma grata surpresa. Seguem uma porrada atrás da outra e por incrível que pareça (pelo menos para mim) a voz de Scott Weiland funciona, na verdade ela se encaixa perfeitamente na pizza mezzo punk MC5/Stooges mezzo rock and roll Aerosmith/Alice Cooper, o que sempre foi uma constante em todas as bandas em que Slash tocou na vida. E assim vão “Do it for The Kids”, “Big Machine”, gratas surpresas se revelam ao longo do disco. “Illegal I Song” é sem dúvida uma das mais surpreendentes, uma música nem um pouco previsível para os padrões Slash/Duff/Sorum, dando aquela cara de “banda nova”, já que sem dúvida nenhuma o guitarrista Dave Kushner era uma incógnita, porque, pensem comigo, trabalhar com uma cozinha e um guitarrista que tocaram anos e anos juntos deve ser muito difícil e nem um pouco democrático. Cozinha aliás afiadíssima. Matt Sorum, mais uma vez, pós - Cult, veio com seu estoque de viradas e levadas renovado. Como todo disco de rock and roll arena que se preze tem suas baladas, este não poderia deixar de ter as belíssimas Fall to Pieces, You Got No Right e Loving The Alien (essa a mais açucarada de todas). Fora essas, tome porrada. Além da já clássica Set Me Free e a mtvística Sliter. Grandes solos para air guitarrista nenhum botar defeito, grandes riffs e uma das capas e partes internas de cds mais legais dos últimos tempos. Além de muito conteúdo no encarte com as excelentes letras de Weilland. Disco praticamente obrigatório de uma banda com grandes ambições e grandes responsabilidades. Vida longa ao Velvet Revolver e que eles continuem nos surpreendendo por vários e vários discos. 24*9*2005 André Batista Sao Paulo - SP
Você concorda com o conteúdo dessa coluna? No direito de resposta você dá sua opinião sobre este texto e lê as outras opiniões!
|
|