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G3: solos de guitarra ou zumbidos irritantes? Breno
Nessa coluna eu gostaria de questionar a qualidade do G3, e dos guitarristas que o compõem: Joe Satriani, Steve Vai e o "elemento mutante" que muda a cada turnê da banda.Sobre eles existem algumas coisas inquestionáveis: 1)Possuem uma técnica impecável e bastante elaborada. 2)Possuem um timbre certeiro. 3)São rápidos, MUITO rápidos. Mas e daí? Qual é a vantagem de você tocar muito rápido somente para mostrar que é bom e não tirar um som agradável do instrumento? Os integrantes do G3 não percebem que existe vida além da velocidade supersônica, e tocam muitíssimo rápido solos e riffs que, de repente, ficariam mais bonitos lentos. Outro fato, é que em suas músicas eles não sabem a hora de encaixar um solo, e nem o tempo que ele deve durar, pois o bom solo de guitarra deve ser curto e genial, e cito como exemplo disso o solo de "Time" do Pink Floyd, com certeza o melhor desempenho de David Gilmor. O solo não dura nem 2 minutos mas é cativante e serve como expectativa para a parte final da música. Com seus solos gigantes, ultra distorcidos e ultra rápidos, o G3 conseguiu, no seu último show, literalmente DESTRUIR a genial música de Neil Young: "Rockin’on the free road"... com um solo de quase 3 minutos entre cada estrofe. Pobre do Robret Fripp, o único genuinamente habilidoso do trio naquela ocasião. Inclusive foi a sua introdução que salvou o show, antes de aparecer Steve Vai, quase fodendo com a sua guitarra... mais sem tocar nada que preste. É preocupante o rumo que o solo de guitarra tem tomado, muito preocupante. 15*5*2005 Breno Rio de Janeiro - SP
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