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Novas encarnações para o rock já!
Felipe Cenci Taborda


Bom, eu já escrevi uma coluna neste site uma vez, e já que ela foi bem aceita, venho novamente expressar minha opinião, agora sobre um assunto que considero de suma importância e relevância para que o rock continue vivo e, principalmente, "ATUALIZADO".

Me refiro a esse fato pelo seguinte motivo: eu sou guitarrista e estou lançando meu primeiro cd, que na verdade não tem nem fins lucrativos, apenas representa minha vontade de tocar, o que eu quero sem me preocupar com o que a grande massa quer. Entretando, quando me propus a gravá-lo, parei um pouco para pensar no que eu iria fazer.

Sim, eu sou uma pessoa extremamente influênciada por Frank Zappa, King Crimson, Jimi Hendrix, Sérgio Dias e toda aquela lista de músicos maravilhosos, mas me senti na obrigação de honrar minhas influências não no sentido de copiá-las mas sim, de fazer o que esses caras fizeram: CRIARAM MÚSICA NOVA, COM OUTRO AR, OUTRO SABOR, OUTRA HISTÓRIA, AO MESMO TEMPO QUE MOSTRAVAM SUAS RAÍZES.

Na verdade, hoje em dia, todo mundo fica só se lamentando por não viver as glórias do passado e não se dão conta que, naquela época, nossos idólos pegaram o que tinha (blues, jazz, rock, indiano e o escambau), e misturaram, mudaram e renovaram as coisas. É assim que tem que ser hoje também, por que temos que subir nos ombros do passado e olhar mais distante ainda, não adianta ficar só com a sua bandinha que toca Yardbyrds,Mutantes etc. e achar que está fazendo algo novo, por que os Yardbyrds e Mutantes, citados como exemplo, fizeram algo novo e ai está a razão do sucesso e de tê-los mantido na vanguarda.

Pra mim, quando eu vejo uma banda de pop e uma que reproduz exatamente igual um The Who é a mesma coisa. Agora, quando eu vejo uma banda maluca que decide misturar a influência do Who com tango: GENIAL!!! Porra! É esse o grande trunfo do rock’ n’ roll: a capacidade que ele tem de "sugar" a energia vital de outros tipo de músicas, filosofias etc para se manter sempre saudável e imortal.

Ultimamente, tenho deixado de ouvir meus tão queridos disco de rock para ouvir outros tipos de música que possam se acoplar a ele. Estou ouvindo Astor Piazzola por exemplo. Temos que ser progressivos (não me refiro ao estilo de música), e saber tirar pontos bons das coisas que nos cercam.

Então, nós músicos e ouvintes: temos a obrigação de "vingar" nossos ídolos, de deixá-los orgulhosos por termos dado continuidade ao trabalho que eles fizeram, mostrando que o rock não pára apenas numa reflexão passada e sim numa filosofia atual e projetada para o futuro.

P.S.: Mais uma coisas, se você não está contente, ou não consegue achar algo novo no rock, a melhor coisa a fazer é lembrar da velha filosofia punk: Do It Yourself, ou seja, faça você mesmo!

28*1*2005

Felipe Cenci Taborda
Bento Gonçalves - RS

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