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Magnólia Aquele jeito http://www.magnolia.art.br
A principal qualidade que eu observo numa boa música é a sua capacidade melódica. Uma boa melodia é um ótimo cartão de visitas para o ouvinte e é capaz de cativá-lo de forma que ele sinta vontade de escutar o resto de um CD ou buscar mais informações sobre o que está sendo tocado. E foi mais ou menos isso o que aconteceu comigo quando ouvi pela primeira vez a banda Magnólia. Como sempre acontece, conheci a banda primeiro ao vivo, num lugar sem estrutura que deixava a voz da cantora Paula Marchesini muito abafada. Era difícil escutar o que estava sendo cantado dentro daquela melodia simples e bonita acompanhada de uma boa base suportada pela banda. Tempos depois, em outro show, acabei adquirindo o CD e descobrindo o que havia por trás daquele som nebuloso e melódico. Magnólia é uma banda formada por cinco caras e uma garota. Além da já citada Paula Marchesini, temos Rodrigo Junqueira e Raphael Nurow nas guitarras, Fábio Escovedo nos teclados, Daniel Cabrini no baixo e Flávio Galvão na batera. O disco é regado a canções auto-biográficas com letras que poderiam constar em qualquer diário adolescente. O encarte é simples, sem letras, abusando de tons azuis claros e o CD possui nove canções, um bom número em se tratando de um trabalho independente. A maioria das músicas como "18 anos" e "Sei lá" possuem aquele ar trágico, quase inocente, que costuma grudar na cabeça e fazer qualquer novo coração pulsar mais devagar. Outras como "Aprendi Sozinha" mostram um lado mais doloroso, com uma introdução de teclado e guitarras dedilhadas acompanhando a introdução. O primeiro verso dizendo: "Quando eu te vejo sinto medo de mim" dá o tom geral da música, uma ótima e triste balada. Outra boa canção do CD, a faixa-título "Aquele jeito" tem um lado mais alegre, boa base nas guitarras, um refrão fortíssimo porém com uma letra que talvez faça mais sentido para quem ainda não passou dos 20. Aliás, as letras em geral são legais e detém uma poesia há tempos perdida, maquiada pelas urgências do dia-a-dia. Esse tom mais juvenil talvez seja um dos poucos defeitos desse trabalho, o que por si só já significa que a banda tem um futuro promissor pela frente. São músicos jovens que estão amadurecendo em público e que tem potencial para conseguir se firmar no futuro. Não tenho a menor dúvida que Magnólia ainda vai conquistar muita gente por aí. Eu acho ótimo. 6*4*2003 Pedro Schneider Pedro é baixista da banda Clarim Diário e faz um bico na Loja do Subsolo
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