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demolindo
novos rumos...

Coletânea
GCR Rock – Volume 2
http://www.myspace.com/grcrock
país: Brasil
 
Coletânea de rock apresenta novas bandas brasileiras

Em 2005 foi criado o “Prêmio GRC Music” para apoiar bandas independentes de todo o país. Logo após alguns anos o sucesso foi estrondoso e por isso tiveram que ampliar o prêmio para a produção de uma coletânea com as melhores bandas.

 

Agora acabam de lançar a segunda edição da coletânea deste projeto a GCR Rock – Volume 2, que reúne 13 bandas independentes. O interessante é que o álbum foi lançado primeiro pela Internet através do site www.myspace.com/grcrock e só depois lançado em CD, durante o 3º Prêmio, realizado no dia 28 de junho.

 

E como sempre, onde tem rock independente tem o nosso companheiro baraldão.. ele mesmo o cartunista Marcio Baraldi é o autor da capa desta coletânea.

 

Agora vamos para as faixas

 

 

Subside – Não dá

 

Esta primeira faixa disponível no myspace não parece oferecer algo novo e soa mais como filha da banda Luxúria, que já não é muito coisa. Mas a vocalista até que se esforça para deixar alguma empolgação. Nota 5,0

 

Krakatoa – Viver Mais

 

A segunda banda ouvida tem uma pegada de estrada. Para ouvir e viajar. A produção da música também é mais trabalhada e intercala bem a primeira com a segunda voz. Também não há nada muito novo, mas é ao menos divertida. Nota 7,0

 

Pistis – Louco Sonhador

 

Começa muito bom, com uma espécie de rap com uma sonorização totalmente diferente, mas assusta quando entra a guitarra e se transforma numa espécie de Planet Hemp. O bom é que ao ouvir com mais atenção eles convencem que não são meras cópias e podem ter coisas novas para mostrar. Letra boa, produção excelente e refrão marcante. Nota 9,0

 

Redial – Profecia I

 

A banda parece ser boa. Só não empolga muito com o vocalista sem sal. Como destaque fica a sonoridade que eles apresentam e parecem não querer copiar ninguém, não se preocupam com alguma fórumula de sucesso. Já é um grande diferencial. Nota 7,0

 

Pride – Quero Paz

 

Essa quando começa me deu a impressão de estar ouvindo Soul Asylum com a música Somebody to shove, mas isso só nas primeiras notas da guitarra. Quando entra o vocalista a banda se resolve. Bem a cara do chamado Rock Nacional, bandas como Zero e Uns e Outros adorariam gravar essa música. Mas a banda também tem suas qualidades, como a melodia, o objetivo da letra, sei lá. Nota 6,5

 

Tio Tomas - Grau

 

Música para o EBA! (colunista do site) comentar. Aposto que ele vai gostar. E realmente é boa. É a menos roquenrou do álbum, mas tem a letra muito interessante e bem-humorada. Banda e música engraçada e desligada a clichês. Isso é bom. Nota 9,0

 

Adnab – Não sou assim

 

Essa é outra com pouco de rock. A música inteira é um refrão. Pode até virar um hit, mas não gostei. Encontrei poucas qualidades. A música pode até ser legal, mas na segunda ouvida já enjoa. E o nome da banda é horrível né, eu até daria uma nota maior, mas com esse nome convenhamos. Nota 5,0

 

Mythos – Sobre Nós

 

Querem ser a Legião Urbana, até o piano soa parecido. Só que o vocalista e a letra são piores. Totalmente sem graça. Só consegui ouvir uma vez. E outra banda com nome ruim. Nota 3,5

 

Pistis – Por Você

 

Ao ouvir a segunda canção desta banda no mesmo álbum achei que chegaria outra grande pontuação. A guitarra mantém um certo peso e uma pegada interessante, mas caíram de produção e o vocal não agrada. Não se sabe se estão cantando em português ou inglês. A qualidade é a banda conseguir fazer duas músicas diferentes e não soar como aquelas repetições do mesmo. Só por isso. Nota 6,5

 

Mythos – Pra Você

 

A segunda faixa desta banda comprova. É cópia de Legião Urbana. A guitarra fica ainda mais parecida que a outra faixa. Essa ta na cara! Puramente cópia mal scaneada. Nota 3,0

 

Árvores de Carvalho – Escolha seu caminho

 

Essa teve no mínimo um nome criativo. Aliás, por esse nome já esperamos ouvir uma banda bem pop rock com cara de anos 80. E realmente é isso. Não surpreende muito, mas é uma música bem ajeitada. Pode ir mais longe. Nota 7,0

 

Krakatoa – Não posso

 

Também não mantém a pegada da outra faixa e fazem música no estilo seriado adolescente. Boa para tocar na malhação. Mas com a grande vantagem de não parecer emo. Nota 6,5

 

Árvores de Carvalho – Árvores de Carvalho

 

A segunda música desta banda mantém o mesmo estilo. Carinha de pop rock. Bom para ouvir com a namorada em dia de domingo chuvoso. Nada mais. Ainda não foram mais longe. Nota 6,5

 

Coração Civil – Metrópole

 

Um dos melhores nomes de banda desta coletânea também foi uma das melhores músicas. E apesar de o vocalista cantar mal o riff da guitarra agrada bastante. Não posso dizer que é inovador, mas também não buscar ser igual a ninguém. Nota 8,0

 

Anepi – Mãos

 

Outro nome que mais parece sigla de associação. Um pop rock que não quer ser engraçadinho, mas é divertido em algumas partes. Também canta muito mal, principalmente quando a música vira um reggae mal feito. Acredito que não seja tão ruim assim, a letra até que diverte. Se não fosse pelo nome e pelas desafinadas do vocalista receberiam uma nota maior. Mas por enquanto. Nota 5,5

 

Uzome da Caverna – Pra Chegar Lá

 

Legal. Só não encantam muito. A subida de tom que eles ameaçam acontecer a música inteira só acontece para eles mesmo. Pois fica pouco perceptível e não passa a energia que deveria e deixa a música quadrada. Mas de qualquer forma podem ter futuro. Nota 7,0

 

Oriundos de Jah – Rumar pra ver o mar

 

É uma banda de reggae claro, já se percebe pelo clichê JAHHHHH.... E não faltam io io ios entre uma frase e outra. E além dos clichês a produção é fraquinha e a melodia sem sal. O que salva um pouco são os metais. Nota 4,0

 

 

Apesar de não agradar muito, essa coletânea merece ser ouvida. É interessante para saber como anda o novo cenário nacional que passa distante da modinha. Grande iniciativa. Deve manter o projeto e ser produzido todos os anos.

30*6*2008

Fagner Branco
Fagner é um revolucionário anarquista

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