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aprovado
O
que a gente viu e aprovou...
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A trilha sonora da vida
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Cazuza - O tempo não pára Sandra Werneck e Daniel Filho Globo Filmes ano: 2004
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Em Cazuza – "O tempo não pára", percebe-se claramente como o cantor escrevia suas paixões, desavenças, emoções, enfim. Era quase uma autobiografia cantada, que os produtores e, principalmente, o roteirista souberam explorar muito bem. O filme começa com o "Exagerado" Cazuza, um jovem burguês carioca cantando a sua alegria de viver. E, aliás, vivia. Fazia tudo que era possível e sempre queria mais, cantava versos como "mais uma dose, é claro que eu to afim/ a noite nunca tem fim...". Não tinha medo do que viria a acontecer amanhã e acreditava que só dependia da gente "pro dia nascer feliz". Mas é claro, que ao descobrir que era portador do vírus da AIDS, suas emoções seriam outras. Ainda lutou pela vida, tinha uma certa esperança. Dizia, "senhoras e senhores, eu trago boas novas/ eu vi a cara da morte e ela estava viva". Só que ao mesmo tempo se lamentava, "o meu prazer agora é risco de vida/ o meu Sex and drugs não tem nenhum roquenrou". Até chegar ao ponto de quase se entregar, "vida louca vida, vida breve/ já que eu não posso te levar quero que você me leve". Esse era o Cazuza, um artista que escrevia a própria vida, um jovem que não tinha medo de arriscar, e que, provavelmente, em apenas 32 anos viveu mais que muita gente de 60. Toda essa vitalidade de Cazuza, foi interpretada com perfeição pelo ator Daniel Oliveira (eu nunca pensei que um dia sairia um ator de verdade da malhação) que até a mãe do cantor achava que estava vendo o próprio filho. Se você ainda não viu o filme, assista. Sabe-se lá quanto tempo ainda irá demorar para vermos outra obra como essa sobre um artista brasileiro. Não perca tempo, vá ao cinema! Aí descobrirá porque para pessoas assim, como Cazuza, o tempo não pára. 23*6*2004 Fagner Branco Fagner é um revolucionário anarquista
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